Maio Laranja: proteger crianças e adolescentes é dever de toda a sociedade
- Comunicação OAB-MG Subseção Juiz de Fora

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O mês de maio marca uma das campanhas mais importantes de proteção à infância e à juventude no Brasil: o Maio Laranja, movimento nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha reforça a necessidade de conscientização, prevenção, denúncia e responsabilização diante de uma das mais graves violações de direitos humanos.
A data de 18 de maio foi instituída em memória da menina Araceli Crespo, vítima de um crime brutal que chocou o país e se tornou símbolo da luta pela proteção integral da infância. Desde então, o Maio Laranja passou a representar um chamado coletivo para que famílias, escolas, instituições e o poder público atuem de forma conjunta na defesa de crianças e adolescentes.
Como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças, Adolescentes e Jovens da OAB Minas Gerais, reafirmo que a proteção da infância não é apenas uma responsabilidade do Estado, mas um compromisso de toda a sociedade.
O abuso sexual infantil muitas vezes ocorre dentro do próprio ambiente familiar ou em círculos de confiança da vítima, o que torna sua identificação ainda mais difícil. Por isso, é fundamental que pais, responsáveis, educadores e profissionais da rede de proteção estejam atentos a sinais como:
· mudanças bruscas de comportamento;
· isolamento ou medo excessivo;
· queda no rendimento escolar;
· agressividade ou tristeza constante;
· sexualização precoce;
· resistência injustificada em permanecer com determinadas pessoas;
· alterações no sono e na alimentação.
É importante compreender que crianças raramente inventam relatos de violência sexual. Toda suspeita deve ser tratada com seriedade, acolhimento e responsabilidade.
A advocacia possui papel essencial nessa rede de proteção. A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio de suas comissões temáticas, atua na promoção de debates, orientação jurídica, fiscalização de políticas públicas e fortalecimento dos mecanismos de garantia de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Além disso, a OAB participa ativamente da construção de políticas públicas junto aos Conselhos de Direitos, Conselhos Tutelares, Ministério Público, Poder Judiciário, escolas e organizações da sociedade civil, buscando assegurar atendimento humanizado e proteção integral às vítimas.
O que fazer em caso de suspeita ou confirmação de abuso sexual infantil?
Diante de qualquer suspeita, a orientação é agir imediatamente:
· acolha a criança ou adolescente sem julgamentos;
· não pressione a vítima;
· evite expor o caso publicamente;
· procure o Conselho Tutelar;
· registre ocorrência policial;
· busque atendimento médico e psicológico especializado;
· denuncie pelos canais oficiais.
As denúncias podem ser realizadas de forma anônima por meio dos seguintes canais:
· Disque 100;
· Polícia Militar – 190;
· delegacias especializadas;
· Conselhos Tutelares;
· Ministério Público.
O silêncio protege o agressor. A denúncia protege vidas.
O Maio Laranja deve servir não apenas como campanha de conscientização, mas como instrumento permanente de mobilização social. Crianças e adolescentes têm o direito de crescer com dignidade, segurança e respeito. Combater qualquer forma de violência sexual é um dever ético, jurídico e humano.
Proteger a infância é proteger o futuro da sociedade.
Luciano Franco Ribeiro – Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças, Adolescentes e Jovens





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